Uma pesquisa realizada em maio entre Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Bahrein mostrou que 90% dos entrevistados consideram seus países no caminho certo, e 89% expressaram confiança na perspectiva econômica futura. O resultado confirma um movimento já observado em pesquisas bancárias e fluxos de capital: investidores globais renovando confiança na região do Golfo.
Crescimento e setores prioritários
A atividade empresarial dos Emirados deve acelerar no terceiro trimestre de 2026, apoiada em consumo doméstico, investimento e recuperação gradual da demanda externa. O Fundo Monetário Internacional projeta crescimento de 3,1% para a Arábia Saudita em 2026. Os dois países lançaram iniciativas que identificam oito setores prioritários para investimento, incluindo transporte, saúde, petróleo e gás, e pequenas e médias empresas.
O peso dos fundos soberanos
Os fundos soberanos do Golfo, liderados por Arábia Saudita e Emirados, administram entre 4 e 6 trilhões de dólares. No ano passado, direcionaram grandes volumes para infraestrutura de inteligência artificial, incluindo o Stargate, projeto de 500 bilhões de dólares em parceria com OpenAI, Oracle e SoftBank.
Cooperação bilateral em alta
Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos ampliaram a cooperação comercial, com isenções para empresas sauditas que investem em Abu Dhabi. O comércio não petrolífero entre os dois países cresceu 30% em seis anos.
O que isso significa para quem faz negócio na região?
Para investidores e empresas de comércio exterior, o Golfo consolida-se como destino de capital de longo prazo, não apenas fonte de capital. A combinação entre confiança doméstica elevada, crescimento projetado acima da média global e fundos soberanos ativos em setores estratégicos torna a região um ponto de atenção obrigatório para quem estrutura operação internacional nos próximos trimestres.