Os principais índices americanos fecharam a semana em terreno misto, com o Dow Jones subindo 0,46% na sessão de sexta-feira, impulsionado por um salto de 3,5% nas ações da Apple, enquanto o Nasdaq recuou 0,64% no mesmo pregão. O S&P 500 encerrou a semana próximo da estabilidade, em 7.411,98 pontos.
Fora dos Estados Unidos, o Nikkei 225 do Japão lidera o desempenho global no ano, com alta acumulada de 27,4%, à frente da bolsa canadense TSX (10,2%) e do próprio S&P 500 (8,7%).
Um alerta de peso!
Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, disse nesta semana que os investidores estão subestimando os riscos que cercam a economia global e afirmou que não compraria ações nem títulos do Tesouro americano de longo prazo nos preços atuais. Dimon citou as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, as tensões entre Estados Unidos e China e o aumento dos gastos militares em meio a déficits públicos crescentes como fatores de risco.
Energia sob pressão.
O petróleo também moveu a semana. Contratos futuros do Brent subiram após ataques Houthi a petroleiros no Mar Vermelho, reforçando o prêmio de risco geopolítico embutido no preço da energia.
O que isso significa para quem toma decisão?
Para empresas com exposição a câmbio, energia ou financiamento em dólar, a semana reforça um padrão: mercados em alta nominal, mas com um pano de fundo de risco geopolítico que executivos de tesouraria e investimento não deveriam ignorar apenas porque os índices sobem. A cautela de Dimon em relação a ativos de longo prazo tende a pesar sobre decisões de alocação corporativa e hedge cambial nas próximas semanas.